Esta página tem a finalidade de compartilhar estudos importantes na área da Fisioterapia Esportiva, relacionados a prevenção no esporte, estratégias de recuperação, retorno após lesão e temas relacionados.
sábado, 30 de junho de 2018
Qual o método de recuperação pós exercicio mais indicado, conforme as evidências?
❌A escolha de técnicas de recuperação é de extrema importância para permitir que o atleta realize as atividades subsequentes mais recuperado e com menor risco de lesão.
Na metanálise acima, 20-30 minutos de massagem, realizada imediatamente ou até 2 horas após o exercício demonstrou:
✔️Reduzir efetivamente a dor muscular tardia 24-48 horas após o exercício em maior escala (com efeitos demonstrados até 96 horas). Metanálise anteriormente publicada, também demonstrou que uma única sessão de massagem diminuiu a dor tardia por até 72 horas após o exercício (Guo et al., 2017);
✔️Reduzir a sensação de fadiga muscular 24hs após o exercício;
✔️Ser a técnica mais efetiva para reduzir as concentrações de CK e IL-6 sérica 48-96hs após o exercício.
MASSAGEM ➡️técnica que não necessita de NENHUM EQUIPAMENTO DE ALTO CUSTO para a sua realização e continua sendo a MAIS EFETIVA! 😉😉
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Efeitos do fortalecimento de adutores do quadril no risco de problemas na virilha.
⚽Esse foi um dos grandes trabalhos, de alta qualidade metodológica, desenvolvido pelo grupo de pesquisa do "Oslo Sports Trauma Research Center".
🔸Harøy et al. (2018), buscaram verificar o efeito do fortalecimento dos adutores do quadril, baseado no "Copenhagen Adduction exercise". Já foi reportado previamente (um dos últimos posts) que esse exercício demanda uma alta ativação do músculo adutor longo.
🔸Considerando que a fraqueza excêntrica dessa musculatura aumenta o risco de lesão dos adutores (>20%), exercícios de fortalecimento poderiam ter um importante papel no controle desse risco. O estudo teve como desfecho primário a prevalência de lesões/semana (problemas na virilha que resultaram na redução da participação em treinamento/jogo).O registro foi realizado por meio de um questionário online (aplicativo), em que os atletas preenchiam semanalmente informações referentes a prática esportiva e qualquer alteração na virilha. Os desfechos secundários foram os problemas substanciais, reportados como a redução (de moderada a severa) no volume de treinamento ou desempenho, ou ainda incapacidade de realizar as atividades.
🔹Entre os resultados principais, houve prevalência semanal de problemas na virilha de 13,5% no grupo intervenção e 21,3% no grupo controle (diferença entre os grupos 7,8%).Isso correspondeu a mais de 40% na redução do risco de problemas no grupo intervenção. Alterações substanciais também foram menores no grupo intervenção (28%) em relação ao controle (37%).
✔️Ou seja, realizar o treinamento por 8 semanas + manutenção (até 28 semanas) com uma única sessão semanal (duração <5 minutos), foi capaz de prevenir problemas na virilha. Embora saibamos que existem outros fatores que aumentam as chances de lesões/recidivas, incluir esses exercícios nos treinamentos parece ser uma boa estratégia preventiva para essa população. Faz sentido?✌️
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Revisando a sequência de prevenção de lesoes no esporte.
➡️ O estudo acima (Bolling et al., 2018), buscou revisar a sequencia de prevenção de lesões, explorando novas perspectivas, considerando a complexidade das lesões esportivas. Parece que, embora o modelo de lesões seja utilizado em estudos robustos, ainda existe um "gap" em relação a ciência e a prática clínica (o quanto conseguimos transladar e conectar ambas).
➡️Para favorecer a essa implementação, estudiosos acrescentaram dois passos a essa sequência de prevenção:
1) entender o contexto da implantação e 2) avaliar o processo de implementação. Por exemplo, um atleta de natação e de voleibol podem ter o mesmo problema no ombro (extensão, diagnóstico, prognóstico, etc), com base na perspectiva biomédica, porém, ambos os contextos serem diferentes, o que necessitaria de abordagens distintas. Sendo assim, o contexto do atleta deve ser considerado antes da implementação de qualquer solução (ou seja, como 1° passo no modelo proposto - ver sequência em laranja).
➡️A descrição do problema (com base em uma abordagem mais qualitativa), poderá fornecer uma visão mais abrangente do contexto da lesão. Assim, as intervenções poderão ser projetadas, implementadas e testadas no mundo real (visão pragmática), em vez de tentar replicar/transferir para o mundo real, programas personalizados, baseados em intervenções eficazes comprovadas cientificamente (as quais apresentam uma efetividade LIMITADA).
➡️Take home message:
1) Entenda inicialmente o contexto no qual o atleta está inserido;
2) Propague essa informação para os passos seguintes, conectando os possíveis fatores envolvidos no contexto da lesão (avaliando de forma complexa e não reducionista -fatores isolados);
3) Seja resolutivo, criando intervenções preventivas, com base no que foi encontrado para sua população;
4) Avalie a implementação, sobretudo com base na adesão e manutenção das intervenções.
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Qual exercicio gera maior ativação do adutor longo do quadril?
Qual o exercício que gera maior ativação do músculo adutor longo do quadril?
💡Entender as diferenças entre os exercícios (e suas intensidades) poderá auxiliar aos atletas e Fisioterapeutas a selecionar qual o exercício mais apropriado para o objetivo proposto, seja para a prevenção e/ou tratamento de lesões na virilha. Look🆙⬆️ Serner et al., BJSM, 2017.
OSTRC - COPENHAGEN STRENGHENING - Joar Haroy et al 2017/2018 ⚽📚
Retorno ao esporte independente da cirurgia de reconstrução do LCA
▶️ Estudos prévios mostraram que não existem diferenças para as variáveis de função auto-reportada e taxa de retorno ao esporte, ao comparar os grupos exercícios (tratamento conservador), exercícios+cirurgia precoce e exercícios+cirurgia tardia, após 2 e 5 anos de follow-up em atletas que realizavam atividades competitivas, como vôlei e basquete (Frobell et al., 2010, 2013) - Infográfico acima.
▶️É difícil conscientizar o atleta quando existe a ansiedade de participação esportiva. Além disso, ir contra o mercado de cirurgias ainda é um grande desafio. O que se preconiza, pelos grandes estudiosos da área da Fisioterapia, é tentar inicialmente o tratamento conversador (4-6 meses) e, só assim, tomar a decisão. O tratamento conservador (a base de exercícios) poderá auxiliar na reorganização intra-articular, uma vez que o trauma/lesão/cirurgia gera o desequilíbrio metabólico (fatores inflamatórios de degeneração articular) que acelera o metabolismo e contribui para futuros casos de osteoartrite do joelho (Hunter et al.,2014, 2015). Além disso, o procedimento cirúrgico precoce pode interferir não só no processo de cicatrização do enxerto, mas também nos resultados a longo prazo (Wen & Lohmander 2014).
📣Por isso, evitar a cirurgia nos primeiros meses após a lesão do LCA é tão importante (tentativa de reequilíbrio articular e tomada de decisões). Nosso papel (como Fisioterapeuta) é concientizar em relação as opções de tratamento (90% sabemos que é cirúrgico, é difícil ir contra...). Mas a decisão (na grande maioria das vezes) será do paciente/atleta. Identificar o objetivo da reabilitação (e do atleta) é fundamental! Nem sempre a cirurgia é necessária!
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