sábado, 24 de novembro de 2018

Ventosaterapia em pacientes com dor cervical

Clique aqui para baixar o artigo
Os resultados atuais sugerem que a ventosaterapia pode ser eficaz para pacientes com dor cervical em termos de redução da dor, melhorias da função e qualidade de vida, quando comparada com nenhum tratamento ou controle ativo. No entanto, os estudos foram bastante heterogêneos e o nível de evidência para os resultados dos estudos incluídos foi baixo ou muito baixo, evitando conclusões sobre a eficácia desse tratamento. 

Embora este estudo não tenha identificado efeitos adversos notáveis nos artigos revisados, o uso da ventosaterapia não é isento de efeitos colaterais, e outros estudos bem planejados e de larga escala que empreguem procedimentos padronizados são necessários para investigar exaustivamente os efeitos adversos potenciais.

Futuros estudos bem delineados são necessários para suportar a eficácia da ventosaterapia na dor cervical. 

sábado, 17 de novembro de 2018

KTaping: diferentes tensões e direções influenciam na força e ADM ativa?



Já é bem conhecido que o KT não promove ganhos de força em indivíduos saudáveis. A revisão de Csapo e Alegre (2015) concluiu que o uso da KT não promove nenhum benefício nos ganhos de força em sujeitos adultos e saudáveis. O ensaio controlado e randomizado acima também reforça esses resultados, além de que, quebra a tão propagada teoria do Kenzo Kase sobre “inserção – origem”, “origem – inserção”.
“Há, mas o estudo acima foi realizado com sujeitos saudáveis”. É importante não esquecer que houve um estímulo vibratório no tendão patelar, com o objetivo de modificar a propriocepção no sistema neuromuscular. Por exemplo, após um protocolo de fadiga muscular em sujeitos saudáveis, Cavanaugh et al., (2016) encontraram que a KT não modificou o sinal eletromiográfico do vasto lateral e medial e bíceps femoral.
Por outro lado, Chan et al. (2017) realizaram um ensaio controlado e randomizado com 60 sujeitos nas duas primeiras semanas após a reconstrução do LCA (G1: reabilitação; G2: reabilitação+KT). A KT promoveu redução dos sintomas de dor (EVA), mas não alterou o edema, a função (Lysholm) e a ADM total do joelho. Revisão sistemática e metanálise recente demonstrou que a KT não alterou a força muscular do quadríceps e o desempenho no teste de caminhada de 10 min em sujeitos com osteoartrite do joelho, mas parece ter resultados positivos na dor e função auto reportada, em comparação com o grupo “sham” (Lu et al., 2018). Esses resultados são consistentes em parte com a revisão sistemática e metanálise de Ouyang et al. (2017), demonstrando que a KT não alterou a função relacionada a subir escadas ou degraus na mesma população.
A questão aqui não é condenar o material (fita elástica), mas sim sobre o modo que é usado e as indicações. Pensar em “origem-inserção” ou “inserção-origem” anatômica, com o objetivo de ativar ou relaxar a musculatura, isso não faz mais sentido (na verdade nunca fez)! Talvez sim, possa ser uma ferramenta complementar para algumas finalidades (ex: redução de estresse tecidual ou sintomas de dor), mas cabe ao fisioterapeuta decidir quando aplicar (baseado em raciocínio clínico e científico) e se existe outro recurso mais efetivo para o objetivo proposto.


Baixe aqui os artigos:

Vilela 2018

Csapo 2015

Cavanaugh 2016

Chan 2017

Lu 2018

Ouyang 2017

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Índices de simetria dos membros podem superestimar a função do joelho após a lesão do LCA?







Acesse o artigo - clique AQUI


Índices de simetria dos membros (do inglês LSI) utilizam medidas do membro não envolvido como padrão de referência (“controle”). Só que déficits bilaterais têm sido observados após a lesão do LCA, desafiando a confiança nessas medidas. Não se sabe se as medidas do membro não envolvido antes da reconstrução do LCA (RLCA) – os autores chamam de capacidade estimada aos níveis pré-lesão (do inglês EPIC), fornecem uma melhor referência do que o LSI (utiliza valores do membro não envolvido após a RLCA). Será que há modificações nos índices de simetria ao utilizar o LSI ou o EPIC? Isso influencia nas taxas de segunda lesão?

Principais achados:
  • ·      De 70 atletas, 40 preencheram os critérios de retorno de, pelo menos 90% de LSI para quadríceps e hop tests 6 meses após a RLCA. Só que, apenas 16/40 atletas atingiram os níveis EPIC 90% (que utiliza o membro não envolvido antes da RLCA). Essa redução nos níveis EPIC nos alerta sobre a importância de NÃO concentrarmos a reabilitação APENAS no membro envolvido após a RLCA.
  • ·         11 atletas apresentaram 2° lesão. Destes, OITO cumpriram 90% do LSI no retorno ao esporte para todos os testes e SEIS destes não atingiram o nível EPIC (90%). Esses resultados reforçam os déficits bilaterais como importante fator de risco para 2° lesão (ipsi ou contralateral).
  • ·         Sensibilidade de 81%, ou seja, 8 em 10 (8/10) dos pacientes que cumpriram o EPIC estariam “livres” de uma 2° lesão [porém, apresentou baixa especificidade – apenas 30% (3/10) - para confirmar quem poderia ter a lesão se não cumprissem o EPIC].
  • ·         Mensagem principal: durante a reabilitação pré-operatória (se existe essa possibilidade), pode-se mensurar objetivamente o membro não envolvido para, posteriormente, comparar com o membro envolvido após a reabilitação. É importante reforçar o ENFOQUE NO MEMBRO NÃO ENVOLVIDO durante a reabilitação (sobretudo por utilizar o LSI). Por fim, quando possível, dados de uma avaliação pré-temporada (clubes, atletas profissionais) é essencial no fornecimento de dados para uma reabilitação e retorno ao esporte específico do atleta.




 AVALIAR É INDISPENSÁVEL!







segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Postagem para inserir artigos aleatórios publicados na história do instagram



Este espaço será destinado a publicação de artigos ou documentos que eventualmente poder ser citados na história do instagram. É uma maneira de disponibilizar melhor as informações e textos completos para leitura. 

Dia: 12.11.18

Artigo: "Optimization of the Return-to-Sport Paradigm After Anterior Cruciate Ligament Reconstruction: A Critical Step Back to Move Forward"
Autores: Bart Dingenen; Alli Gokeler

Acesso ao artigo - clique aqui

Documento criado no último congresso SONAFE - 2017, sobre critérios de retorno ao esporte.

Clique aqui para acessar o documento da SONAFE