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Índices
de simetria dos membros (do inglês LSI) utilizam medidas do membro não
envolvido como padrão de referência (“controle”). Só que déficits bilaterais
têm sido observados após a lesão do LCA, desafiando a confiança nessas medidas.
Não se sabe se as medidas do membro não envolvido antes da reconstrução do LCA
(RLCA) – os autores chamam de capacidade estimada aos níveis pré-lesão (do
inglês EPIC), fornecem uma melhor referência do que o LSI (utiliza valores do
membro não envolvido após a RLCA). Será que há modificações nos índices de
simetria ao utilizar o LSI ou o EPIC? Isso influencia nas taxas de segunda
lesão?
Principais achados:
- · De 70 atletas, 40 preencheram os critérios de retorno de, pelo menos 90% de LSI para quadríceps e hop tests 6 meses após a RLCA. Só que, apenas 16/40 atletas atingiram os níveis EPIC 90% (que utiliza o membro não envolvido antes da RLCA). Essa redução nos níveis EPIC nos alerta sobre a importância de NÃO concentrarmos a reabilitação APENAS no membro envolvido após a RLCA.
- · 11 atletas apresentaram 2° lesão. Destes, OITO cumpriram 90% do LSI no retorno ao esporte para todos os testes e SEIS destes não atingiram o nível EPIC (90%). Esses resultados reforçam os déficits bilaterais como importante fator de risco para 2° lesão (ipsi ou contralateral).
- · Sensibilidade de 81%, ou seja, 8 em 10 (8/10) dos pacientes que cumpriram o EPIC estariam “livres” de uma 2° lesão [porém, apresentou baixa especificidade – apenas 30% (3/10) - para confirmar quem poderia ter a lesão se não cumprissem o EPIC].
- · Mensagem principal: durante a reabilitação pré-operatória (se existe essa possibilidade), pode-se mensurar objetivamente o membro não envolvido para, posteriormente, comparar com o membro envolvido após a reabilitação. É importante reforçar o ENFOQUE NO MEMBRO NÃO ENVOLVIDO durante a reabilitação (sobretudo por utilizar o LSI). Por fim, quando possível, dados de uma avaliação pré-temporada (clubes, atletas profissionais) é essencial no fornecimento de dados para uma reabilitação e retorno ao esporte específico do atleta.
AVALIAR É INDISPENSÁVEL!

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