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Esta página tem a finalidade de compartilhar estudos importantes na área da Fisioterapia Esportiva, relacionados a prevenção no esporte, estratégias de recuperação, retorno após lesão e temas relacionados.
sábado, 29 de dezembro de 2018
sábado, 15 de dezembro de 2018
Recomendações para o tratamento fisioterapêutico na fasciopatia plantar
Recomendações para o tratamento fisioterapêutico na fasciopatia plantar, de acordo com o Guidelines da "American Physical Therapy Association" (2014) e com a declaração de consenso da "American College of Foot and Ankle Surgeons Clinical" (2017). Alguns itens foram também atualizados com referências a parte (ensaios clínicos, revisões sistemáticas e metanálises) e a própria declaração de consenso, uma vez que ainda não temos um Guidelines atualizado.
Relembrando...
- Fascite é um termo geralmente usado para descrever a inflamação aguda dentro e ao redor da fáscia plantar. Em contraste, a fascicose é geralmente usada para descrever a degradação ou degeneração não inflamatória da fáscia plantar, geralmente no final do processo da doença. Finalmente, a fasciopatia tem sido historicamente usada como um termo geral que inclui tanto a inflamação de curto prazo (fascite) quanto a degeneração a longo prazo (fasciose).
- Alguns fatores de risco são relatados, como faixa etária de 40 a 60 anos (mulheres > homens); aumento no tempo em pé/ou alteração na atividade (superfícies duras); sobrepeso (IMC > 30 Kg/m2); limitação da ADM de dorsiflexão do tornozelo (sobretudo entre 1 e 5°); altos níveis de atividade (sobretudo corredores) e de inatividade;
- A dor da fasciopatia plantar é caracterizada como "uma dor que corta" (rigidez localizada) e ocorre nos primeiros passos da manhã, após longos períodos na posição sentada, ao andar descalços/chinelo e dor à noite – após ficar em pé durante todo o dia. Dentro de 10 meses, 80% - 90% dos casos se resolvem e 10% - 20% dos casos não são resolvidos (ciclo de dor crônica).
Confira todas as referências citadas no infográfico, clicando abaixo:
Baixe os artigos. Clique aqui.
sábado, 24 de novembro de 2018
Ventosaterapia em pacientes com dor cervical
Clique aqui para baixar o artigo
Os resultados atuais sugerem que a ventosaterapia pode ser eficaz para pacientes com dor cervical em termos de redução da dor, melhorias da função e qualidade de vida, quando comparada com nenhum tratamento ou controle ativo. No entanto, os estudos foram bastante heterogêneos e o nível de evidência para os resultados dos estudos incluídos foi baixo ou muito baixo, evitando conclusões sobre a eficácia desse tratamento.
Embora este estudo não tenha identificado efeitos adversos notáveis nos artigos revisados, o uso da ventosaterapia não é isento de efeitos colaterais, e outros estudos bem planejados e de larga escala que empreguem procedimentos padronizados são necessários para investigar exaustivamente os efeitos adversos potenciais.
Futuros estudos bem delineados são necessários para suportar a eficácia da ventosaterapia na dor cervical.
sábado, 17 de novembro de 2018
KTaping: diferentes tensões e direções influenciam na força e ADM ativa?
Já é bem conhecido que o KT não
promove ganhos de força em indivíduos saudáveis. A revisão de Csapo e Alegre (2015)
concluiu que o uso da KT não promove nenhum benefício nos ganhos de força em
sujeitos adultos e saudáveis. O ensaio controlado e randomizado acima também reforça
esses resultados, além de que, quebra a tão propagada teoria do Kenzo Kase
sobre “inserção – origem”, “origem – inserção”.
“Há, mas o estudo acima foi
realizado com sujeitos saudáveis”. É importante não esquecer que houve um
estímulo vibratório no tendão patelar, com o objetivo de modificar a
propriocepção no sistema neuromuscular. Por exemplo, após um protocolo de
fadiga muscular em sujeitos saudáveis, Cavanaugh et al., (2016) encontraram que
a KT não modificou o sinal eletromiográfico do vasto lateral e medial e bíceps
femoral.
Por outro lado, Chan et al.
(2017) realizaram um ensaio controlado e randomizado com 60 sujeitos nas duas
primeiras semanas após a reconstrução do LCA (G1: reabilitação; G2:
reabilitação+KT). A KT promoveu redução dos sintomas de dor (EVA), mas não
alterou o edema, a função (Lysholm)
e a ADM total do joelho. Revisão sistemática e metanálise recente demonstrou
que a KT não alterou a força muscular do quadríceps e o desempenho no teste de
caminhada de 10 min em sujeitos com osteoartrite do joelho, mas parece ter
resultados positivos na dor e função auto reportada, em comparação com o grupo “sham”
(Lu et al., 2018). Esses resultados são consistentes em parte com a revisão
sistemática e metanálise de Ouyang et al. (2017), demonstrando que a KT não
alterou a função relacionada a subir escadas ou degraus na mesma população.
A questão aqui não é condenar o
material (fita elástica), mas sim sobre o modo que é usado e as indicações.
Pensar em “origem-inserção” ou “inserção-origem” anatômica, com o objetivo de
ativar ou relaxar a musculatura, isso não faz mais sentido (na verdade nunca
fez)! Talvez sim, possa ser uma ferramenta complementar para algumas
finalidades (ex: redução de estresse tecidual ou sintomas de dor), mas cabe ao
fisioterapeuta decidir quando aplicar (baseado em raciocínio clínico e
científico) e se existe outro recurso mais efetivo para o objetivo proposto.
Baixe aqui os artigos:
Vilela 2018
Csapo 2015
Cavanaugh 2016
Chan 2017
Lu 2018
Ouyang 2017
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Índices de simetria dos membros podem superestimar a função do joelho após a lesão do LCA?
Acesse o artigo - clique AQUI
Índices
de simetria dos membros (do inglês LSI) utilizam medidas do membro não
envolvido como padrão de referência (“controle”). Só que déficits bilaterais
têm sido observados após a lesão do LCA, desafiando a confiança nessas medidas.
Não se sabe se as medidas do membro não envolvido antes da reconstrução do LCA
(RLCA) – os autores chamam de capacidade estimada aos níveis pré-lesão (do
inglês EPIC), fornecem uma melhor referência do que o LSI (utiliza valores do
membro não envolvido após a RLCA). Será que há modificações nos índices de
simetria ao utilizar o LSI ou o EPIC? Isso influencia nas taxas de segunda
lesão?
Principais achados:
- · De 70 atletas, 40 preencheram os critérios de retorno de, pelo menos 90% de LSI para quadríceps e hop tests 6 meses após a RLCA. Só que, apenas 16/40 atletas atingiram os níveis EPIC 90% (que utiliza o membro não envolvido antes da RLCA). Essa redução nos níveis EPIC nos alerta sobre a importância de NÃO concentrarmos a reabilitação APENAS no membro envolvido após a RLCA.
- · 11 atletas apresentaram 2° lesão. Destes, OITO cumpriram 90% do LSI no retorno ao esporte para todos os testes e SEIS destes não atingiram o nível EPIC (90%). Esses resultados reforçam os déficits bilaterais como importante fator de risco para 2° lesão (ipsi ou contralateral).
- · Sensibilidade de 81%, ou seja, 8 em 10 (8/10) dos pacientes que cumpriram o EPIC estariam “livres” de uma 2° lesão [porém, apresentou baixa especificidade – apenas 30% (3/10) - para confirmar quem poderia ter a lesão se não cumprissem o EPIC].
- · Mensagem principal: durante a reabilitação pré-operatória (se existe essa possibilidade), pode-se mensurar objetivamente o membro não envolvido para, posteriormente, comparar com o membro envolvido após a reabilitação. É importante reforçar o ENFOQUE NO MEMBRO NÃO ENVOLVIDO durante a reabilitação (sobretudo por utilizar o LSI). Por fim, quando possível, dados de uma avaliação pré-temporada (clubes, atletas profissionais) é essencial no fornecimento de dados para uma reabilitação e retorno ao esporte específico do atleta.
AVALIAR É INDISPENSÁVEL!
segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Postagem para inserir artigos aleatórios publicados na história do instagram
Este espaço será destinado a publicação de artigos ou documentos que eventualmente poder ser citados na história do instagram. É uma maneira de disponibilizar melhor as informações e textos completos para leitura.
Dia: 12.11.18
Artigo: "Optimization of the Return-to-Sport Paradigm After Anterior Cruciate Ligament Reconstruction: A Critical Step Back to Move Forward"
Autores: Bart Dingenen; Alli Gokeler
Acesso ao artigo - clique aqui
Documento criado no último congresso SONAFE - 2017, sobre critérios de retorno ao esporte.
Clique aqui para acessar o documento da SONAFE
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Mensurando a carga articular do joelho em diferentes exercícios funcionais
🔸A progressão gradual da carga articular é um elemento chave na
reabilitação. Acredita-se que exercícios com suporte de peso corporal (SPC)
induz forças compressivas na articulação do joelho, o que favorece a uma maior
estabilidade articular e redução do estresse ligamentar. Do contrário,
acredita-se que exercícios que não utilizam do SPC, induz a uma menor
propriocepção e ativação muscular sinérgica, expondo o joelho a maiores forças
de cisalhamento. Durante a reabilitação pós-cirúrgica, seja após um reparo
cartilaginoso ou uma lesão do LCA, é importante minimizar essas forças de
contato e de cisalhamento, uma vez que as mesmas poderão desregular mais ainda
a homeostase articular e aumentar o estresse de certas estruturas. Uma melhor
compreensão desses exercícios poderá auxiliar na prática clínica, sobretudo na
implementação de exercícios com enfoque na reabilitação e/ou prevenção.
🔸O propósito do estudo foi: 1) avaliar a magnitude das forças de contato e de cisalhamento nos compartimentos tibiofemoral medial (TM), lateral (TL) e patelofemoral (PF); 2) força muscular do joelho (ex: extensores e flexores do joelho); 3) forças em diferentes zonas (anterior, medial e posterior) do condilo femoral em 10 exercícios de suporte de peso em adultos saudáveis.
🔸O propósito do estudo foi: 1) avaliar a magnitude das forças de contato e de cisalhamento nos compartimentos tibiofemoral medial (TM), lateral (TL) e patelofemoral (PF); 2) força muscular do joelho (ex: extensores e flexores do joelho); 3) forças em diferentes zonas (anterior, medial e posterior) do condilo femoral em 10 exercícios de suporte de peso em adultos saudáveis.
🔸O estudo detalha a força de contato e de
cisalhamento (TM, TL e PF) em cada exercício e entre os compartimentos (TM e
TL). Não há como descrever todos os resultados aqui. Contudo, a imagem acima
(infográfico) resume um pouco o propósito do artigo, bem como a aplicação
clínica do mesmo. Como vocês podem observar, há uma divisão entre os
compartimentos (TM, TL, PF), as zonas (anterior, média e posterior). Para cada
compartimento, há uma sequência de exercícios/atividades, graduados de acordo
com o contato gerado (menor – maior).
Por exemplo, se você detecta no exame
de ressonância magnética uma área específica de lesão condral (ex:
compartimento lateral, zona posterior) você evitaria exercícios (nesse primeiro
momento) como saltos unipodais, agachamento (ângulos próximos de 90°) e o lunge
lateral, uma vez que geraria maior força de contato naquela região. Muito
provavelmente essas forças de contato modificarão em sujeitos com lesão do LCA
ou OA de joelho, por exemplo, o que traz a necessidade de mais estudos. Contudo,
já serve como um guia, até para a progressão de exercícios, conforme o
compartimento a ser protegido.
Confira aqui o vídeo do artigo! Ele apresenta as forças de contato em cada exercício!!!
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Acesse o link do artigo aqui





