sábado, 15 de dezembro de 2018

Recomendações para o tratamento fisioterapêutico na fasciopatia plantar


Recomendações para o tratamento fisioterapêutico na fasciopatia plantar, de acordo com o Guidelines da "American Physical Therapy Association" (2014) e com a declaração de consenso da "American College of Foot and Ankle Surgeons Clinical" (2017). Alguns itens foram também atualizados com referências a parte (ensaios clínicos, revisões sistemáticas e metanálises) e a própria declaração de consenso, uma vez que ainda não temos um Guidelines atualizado.

Relembrando...

  • Fascite é um termo geralmente usado para descrever a inflamação aguda dentro e ao redor da fáscia plantar. Em contraste, a fascicose é geralmente usada para descrever a degradação ou degeneração não inflamatória da fáscia plantar, geralmente no final do processo da doença. Finalmente, a fasciopatia tem sido historicamente usada como um termo geral que inclui tanto a inflamação de curto prazo (fascite) quanto a degeneração a longo prazo (fasciose). 
  • Alguns fatores de risco são relatados, como faixa etária de 40 a 60 anos (mulheres > homens); aumento no tempo em pé/ou alteração na atividade (superfícies duras); sobrepeso (IMC > 30 Kg/m2); limitação da ADM de dorsiflexão do tornozelo (sobretudo entre 1 e 5°); altos níveis de atividade (sobretudo corredores) e de inatividade;
  • A dor da fasciopatia plantar é caracterizada como "uma dor que corta" (rigidez localizada) e ocorre nos primeiros passos da manhã, após longos períodos na posição sentada, ao andar descalços/chinelo e dor à noite – após ficar em pé durante todo o dia. Dentro de 10 meses, 80% - 90% dos casos se resolvem e 10% - 20% dos casos não são resolvidos (ciclo de dor crônica). 


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