terça-feira, 16 de outubro de 2018

Mensurando a carga articular do joelho em diferentes exercícios funcionais



🔸A progressão gradual da carga articular é um elemento chave na reabilitação. Acredita-se que exercícios com suporte de peso corporal (SPC) induz forças compressivas na articulação do joelho, o que favorece a uma maior estabilidade articular e redução do estresse ligamentar. Do contrário, acredita-se que exercícios que não utilizam do SPC, induz a uma menor propriocepção e ativação muscular sinérgica, expondo o joelho a maiores forças de cisalhamento. Durante a reabilitação pós-cirúrgica, seja após um reparo cartilaginoso ou uma lesão do LCA, é importante minimizar essas forças de contato e de cisalhamento, uma vez que as mesmas poderão desregular mais ainda a homeostase articular e aumentar o estresse de certas estruturas. Uma melhor compreensão desses exercícios poderá auxiliar na prática clínica, sobretudo na implementação de exercícios com enfoque na reabilitação e/ou prevenção.
🔸O propósito do estudo foi: 1) avaliar a magnitude das forças de contato e de cisalhamento nos compartimentos tibiofemoral medial (TM), lateral (TL) e patelofemoral (PF); 2) força muscular do joelho (ex: extensores e flexores do joelho); 3) forças em diferentes zonas (anterior, medial e posterior) do condilo femoral em 10 exercícios de suporte de peso em adultos saudáveis.

🔸O estudo detalha a força de contato e de cisalhamento (TM, TL e PF) em cada exercício e entre os compartimentos (TM e TL). Não há como descrever todos os resultados aqui. Contudo, a imagem acima (infográfico) resume um pouco o propósito do artigo, bem como a aplicação clínica do mesmo. Como vocês podem observar, há uma divisão entre os compartimentos (TM, TL, PF), as zonas (anterior, média e posterior). Para cada compartimento, há uma sequência de exercícios/atividades, graduados de acordo com o contato gerado (menor – maior).

Por exemplo, se você detecta no exame de ressonância magnética uma área específica de lesão condral (ex: compartimento lateral, zona posterior) você evitaria exercícios (nesse primeiro momento) como saltos unipodais, agachamento (ângulos próximos de 90°) e o lunge lateral, uma vez que geraria maior força de contato naquela região. Muito provavelmente essas forças de contato modificarão em sujeitos com lesão do LCA ou OA de joelho, por exemplo, o que traz a necessidade de mais estudos. Contudo, já serve como um guia, até para a progressão de exercícios, conforme o compartimento a ser protegido.

Confira aqui o vídeo do artigo! Ele apresenta as forças de contato em cada exercício!!!



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