🔸A progressão gradual da carga articular é um elemento chave na
reabilitação. Acredita-se que exercÃcios com suporte de peso corporal (SPC)
induz forças compressivas na articulação do joelho, o que favorece a uma maior
estabilidade articular e redução do estresse ligamentar. Do contrário,
acredita-se que exercÃcios que não utilizam do SPC, induz a uma menor
propriocepção e ativação muscular sinérgica, expondo o joelho a maiores forças
de cisalhamento. Durante a reabilitação pós-cirúrgica, seja após um reparo
cartilaginoso ou uma lesão do LCA, é importante minimizar essas forças de
contato e de cisalhamento, uma vez que as mesmas poderão desregular mais ainda
a homeostase articular e aumentar o estresse de certas estruturas. Uma melhor
compreensão desses exercÃcios poderá auxiliar na prática clÃnica, sobretudo na
implementação de exercÃcios com enfoque na reabilitação e/ou prevenção.
🔸O propósito do estudo foi: 1) avaliar a magnitude das forças de contato e de cisalhamento nos compartimentos tibiofemoral medial (TM), lateral (TL) e patelofemoral (PF); 2) força muscular do joelho (ex: extensores e flexores do joelho); 3) forças em diferentes zonas (anterior, medial e posterior) do condilo femoral em 10 exercÃcios de suporte de peso em adultos saudáveis.
🔸O propósito do estudo foi: 1) avaliar a magnitude das forças de contato e de cisalhamento nos compartimentos tibiofemoral medial (TM), lateral (TL) e patelofemoral (PF); 2) força muscular do joelho (ex: extensores e flexores do joelho); 3) forças em diferentes zonas (anterior, medial e posterior) do condilo femoral em 10 exercÃcios de suporte de peso em adultos saudáveis.
🔸O estudo detalha a força de contato e de
cisalhamento (TM, TL e PF) em cada exercÃcio e entre os compartimentos (TM e
TL). Não há como descrever todos os resultados aqui. Contudo, a imagem acima
(infográfico) resume um pouco o propósito do artigo, bem como a aplicação
clÃnica do mesmo. Como vocês podem observar, há uma divisão entre os
compartimentos (TM, TL, PF), as zonas (anterior, média e posterior). Para cada
compartimento, há uma sequência de exercÃcios/atividades, graduados de acordo
com o contato gerado (menor – maior).
Por exemplo, se você detecta no exame
de ressonância magnética uma área especÃfica de lesão condral (ex:
compartimento lateral, zona posterior) você evitaria exercÃcios (nesse primeiro
momento) como saltos unipodais, agachamento (ângulos próximos de 90°) e o lunge
lateral, uma vez que geraria maior força de contato naquela região. Muito
provavelmente essas forças de contato modificarão em sujeitos com lesão do LCA
ou OA de joelho, por exemplo, o que traz a necessidade de mais estudos. Contudo,
já serve como um guia, até para a progressão de exercÃcios, conforme o
compartimento a ser protegido.
Confira aqui o vÃdeo do artigo! Ele apresenta as forças de contato em cada exercÃcio!!!

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