
O uso de mobilização miofascial assistida por instrumentos tem crescido exponencialmente em nosso meio. Uma das principais vantagens é "aliviar" as mãos do fisioterapeuta (embora tenha os mesmos efeitos). O estudo acima, por exemplo, buscou comparar se o uso da IASTM previamente ao autoalongamento da articulação do ombro teria "vantagens" em relação ao uso do autoalongamento isolado para alguns desfechos, como ADM, ângulo de torção umeral, translação da articulação glenoumeral, entre outros. Entre os principais resultados, utilizar IASTM + autoalongamento foi mais efetivo para o ganho de rotação interna, ADM total (RI+RE) e adução horizontal em relação ao autoalongamento isolado. Uma revisão recente (Hussey et al., 2018) incluiu três estudos com a temática, demonstrando MODERADA evidência para suportar o uso da técnica no ganho de ADM (RI, RE, Total e Ad. Horizontal) em atletas "overhead", quando comparado ao uso de autoalongamento (lembrando que são efeitos agudos e NÃO a longo prazo).
Embora a temática necessite de maiores abordagens científicas, na variável ADM (agudo) a mesma tem mostrado ser efetiva, superando o uso do autoalongamento do ombro (como sleeper stretch e cross-body adduction stretch). É possível que a técnica seja efetiva para outros desfechos não abordados no estudo acima, porém ainda temos poucas evidências para recomendar. É importante relembrar que, antes de "comprar" qualquer instrumento, método, técnica, busque na literatura o que existe "sobre" a temática. Fisioterapia é ciência e precisamos investir no que realmente é efetivo para nosso paciente.
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